A formação da família na tradição cristã (a Nova Lei)

          As relações familiares antigas tinham como primeiro elemento estabelecer 
ou fortalecer vínculos com o clã. O amor, que na família antiga não
tinha muito espaço, nem era um valor primário (cf. Esd 9-10), vai encontrar
no NT uma pedagogia diferente, provocativa e exigente (Mt 19,1ss). 
          A Lei não é mais o princípio das relações familiares, por que esta tem
como objeto primário a força e os interesses externos. Na nova família 
cristã a proposta para esta nova realidade é de que os fundamentos
não estejam mais nos  princípios jurídicos de direitos culturais,de
consangüinidade, de pertença ao clã, mas no amor (1Jo 2,8).
          A família, dentro do Novo Mandamento, não está enquadrada 
nos parâmetros de uma nova doutrina depureza, de velhos vínculos
deteriorados ou mesmo de perfeição de comportamento moral. As
leis da consangüinidade, do parentesco ou das genealogias tem um
valor menor em relaçãoà integração e inserção na comunidade. 
          A família vive agora uma nova relação de pertença onde irmãos
e irmãs de linhagens genéticas diferentes se encontram para viver
e testemunhar a vontade do Pai (Mc 3,31-35).
         A Nova Lei cria uma nova família cujos vínculos são o amor,
a reciprocidade, o compromisso em todas as circunstâncias, a 
fidelidade e a solidariedade. Na nova Família o mandamento único é o 
testemunho do discipulado de Jesus (Jo 13,34-35). Este compromisso 
de vida dos pais, dos jovens e das crianças se expressa nessas exigências:
   
  O amor não suporta a treva 1Jo 2,9
       O amor não suporta o escândalo 1Jo 2,10
         O amor não suporta o ódio 1Jo 2,11
 

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